Como evitar de cair em golpes de bots

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botsFakenews

Talvez, apenas talvez, suas interações digitais diárias nas mídias sociais não sejam tão genuínas quanto você pensava.

Ao menos com as pessoas que você acredita ter conversado. Muita gente não sabe como evitar de cair em papo de bots.

Tenho visto muita gente tentar discutir com perfils, que na verdade, são fakes.

Não, desta vez não é culpa do algoritmo do Facebook, nem do Twitter, ou qualquer outra rede. Mas a consequência de um tipo diferente de golpistas: os bots.

 

A automatização invadiu praticamente todas as plataformas de que você gosta. E isso não se resolverá tão cedo.

 

Por isso você precisa tomar cuidado! Para não ser manipulado, sem usado para realizar campanhas de pessoas mal intencionadas.

Atualmente, os bots são uma parte inevitável da vida online.

No ano passado, pesquisadores estimaram que apenas o Twitter abrigava cerca de 30 milhões deles. Existem contas de spam automatizadas no Instagram, Facebook e praticamente em qualquer outro lugar.

Mas o que são os bots?

 

"Um robô, ou bot, nada mais é que uma metáfora para um algoritmo que está te ajudando, fazendo um trabalho para você", de acordo com Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, da Universidade Harvard, nos EUA.

 

Ela foi mentora do projeto Operação Serenata de Amor, que busca identificar indícios de práticas de gestão fraudulenta envolvendo recursos públicos no Brasil.

O projeto Operação Serenata de Amor, por exemplo, tem um robô que analisa pedidos de reembolso de deputados federais.

Então ele destaca os que parecem ser suspeitos, por meio de "machine learning" ("aprendizado de máquina").

Assim ele reconhece padrões e aprende com seus erros para evoluir e refinar sua atuação).

Depois, via Twitter, ele pede aos parlamentares que esclareçam o gasto suspeito. Há casos de congressistas que reembolsaram a Câmara por causa do projeto.

Mas também há robôs cujo uso é malicioso.

Bastos, que é brasileiro, e o britânico Dan Mercea, da mesma universidade, descobriram que as discussões sobre o plebiscito do Brexit (que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia) no Twitter tiveram participação de ao menos 13,5 mil robôs. Eles foram usados para "bombar" um lado ou outro com postagens automatizadas.

 

BBC Brasil realizou uma investigação de 3 meses, que deu origem à série de reportagens Democracia Ciborgue.

Nesta investigação, ela identificou parte do mercado de compra e venda de contas falsas que teriam sido usadas para favorecer políticos no Twitter e no Facebook.

Os Ciborgues

Ciborgues costumam ser um perfil de bot uma pouco mais difícil de identificar, mas não impossível.

Também são chamados também de "trolls" ou "socketpuppets" (fantoches). Eles são perfis que têm um misto de robô com interações de um humano operando a mesma conta.

Eles se tornam mais difíceis de identificar, porque possuem "comportamentos previsíveis" e padrões de robôs. Mas uma pessoa real, com acesso a mesma conta do robô pode interromper isso, "agindo de forma diferente em horários diferentes".

Muitos dos perfis falsos encontrados pela investigação da BBC Brasil são ciborgues.

Eles roubaram fotos de pessoas verdadeiras, criaram nomes falsos e adicionaram como amigos pessoas reais - o que fez até com que recebessem "parabéns" em seus "aniversários".

Depois, entre publicações de uma rotina inventada, publicaram conteúdo elogiando políticos brasileiros e ajudaram a aumentar suas "curtidas".

Mas pesquisadores começam agora a observar outros padrões de comportamento. Quando as mensagens não são programadas, sua publicação se concentra só em horários de trabalho.

Isso porque a conta ciborgue é controlada por pessoas cuja profissão é exatamente essa, administrar um perfil falso durante o dia.

Interações de madrugada, portanto, quando pessoas reais muitas vezes participam de discussões online, estão de fora (a não ser que empresas comecem a pagar por plantões de madrugada).

Os robôs políticos

Os "robôs políticos" são outra categoria dos robôs online.

São perfis de militantes que autorizam que suas contas sejam conectadas a páginas de candidatos ou de campanhas.

Por meio de um sistema simples de automatização, "suas contas passam a automaticamente curtir postagens", diz Dan Arnaudo, pesquisador da Universidade de Washington, nos EUA, e do Instituto Igarapé, no Rio, especialista em propaganda computacional, governança da internet e direitos digitais.

Ou seja, são perfis de pessoas verdadeiras, que abrem mão de sua “autonomia" para dar curtidas de forma automática selecionadas pela campanha de um candidato.

Compra de Perfis Fakes.

 

Podemos encontrar contas comerciais, com muita história e muitos posts à venda. Muitas até com posts confiáveis, tweets confiáveis, com uma variedade de tópicos. Incluindo até vídeos do YouTube e músicas e podem parecer bastante normal".

E aí, quando você menos espera, este perfil começa a postar ou twittar sobre política, com discursos de ódios e intolerância.

Eles até entrelaçam tweets políticos com as outras coisas que faz, para que se torne muito difícil diferenciar os perfis autênticos dos falsos.

Na imagem abaixo, vemos um site que vende pacotes de contas no Facebook:

E se engana quem acredita que esta prática é exclusiva em redes como a deep web. Alguns sites são escondem esta prática.

Na imagem ao lado, vemos um anúncio de compra de perfis do Facebook no Marketplace do próprio Facebook.

Como evitar de discutir com um bot

É bem comum vermos pessoas tentando argumentar, com o que são verdadeiros bots sem sobra de dúvidas.

Há muitos itens que devemos observarmos, mas há 4 itens que julgo serem essenciais.


1

Observe a narrativa


A primeira coisa que podemos observar é próprio post ou comentário do perfil suspeito.

Muitas vezes eles são acompanhados por discursos muitos inflamados, e fora do contexto das notícias que são anexadas no post.

2

Perfil sem movimento


Quando olhamos para o perfil da pessoa, vemos que não há muito movimento de posts ou outras atividades.

Muitas vezes nem possuem foto, ou possuem postagens da mesma foto, porém com alguns ângulos diferentes.

A maioria destes perfis também costumam não ter posts que agregam suas personalidades.

3

Militância Política


Quando encontramos posts, a sua grande maioria parece de alguma militância política.

Não observamos atividades ou posts mais sociais, ou com relação familiar.

Apenas mensagens carregas de teor político, com discursos ofensivos ou sem fundamentos.

4

Respostas incoerentes


Quando estamos em um chat ou respondendo a comentários, algumas respostas iniciais do bot pode até parecer coerente de início.

Mas lá pela segunda ou terceira resposta do bot, é fácil observar que são mensagens prontas, sem argumentação. Muitas são copiadas de outras páginas pela internet ou grupos de WhatsApp.

Normalmente são posts que incitam o “nós conta eles”.

Ou alguma teoria muto elaborada de dominação mundial, por exemplo.

Os bots do tipo ciborgue tem até contradições entre posts em grupos e as do seu perfil.

Por exemplo, no post que o bot faz em algum grupo é contra o abordo. Mas no seu perfil tem uma tag enorme na sua foto a favor do aborto.

Veja exemplos de um perfil fake:

 
 
 
 

Apesar do que qualquer varredura rápida do Twitter ou Facebook possa sugerir, a maneira mais segura de vencer os bots é não discutir com eles.

Pelo contrário, é vê-los pelo que são.

Ficções produzidas, feitas para manipular você e a conversa maior, para poder lotar seu Feed de notícias com assuntos desconhecidos ou intenções maliciosas.

 

E o que fazer quando identifico um BOT?

 

Simples, denuncie!

Cada rede social tem opções para denunciar ao lado de cada post.

Mesmo com algoritmos sendo melhorados a todo instante, há casos que não possíveis de serem identificados a tempo pelas plataformas digitais.

Por isso sua contribuição é FUNDAMENTAL.

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