História de usuário para refinar demandas ágeis

E ainda evitar o retrabalho de tarefas e atividades com histórias de usuário??

 

Não é um porre quando a gente se mata por uma tarefa ou atividade…

e quando terminamos dizem que não era bem isso que o cliente queria...

ou ainda que aquela funcionalidade não serve para nada?

 

Eu já me senti como um palhaço muitas destas vezes…

Outras eu alternava entre raiva e frustação!

 

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Alguns de vocês podem até sentir o sangue subindo a cabeça quando isso acontece.

 

Quero te mostrar uma das maneiras mais simples de organizar demandas mais ágeis…

seja em formas de requisitos, ou em forma de atividades/tarefas, de forma ágil e centrado no que importa.

 

As Histórias de Usuário.

 

Histórias de Usuário é uma forma de apresentação mais transparente de demandas e requisitos..

que pode ser muito poderosa em nos ajuda a seguir alguns dos mais fundamentais princípios ágeis.

 

Princípios como a priorização da satisfação do cliente, com entregas antecipadas e regulares de valor às suas necessidades.

Ou ainda como o princípio da simplicidade na redução de tarefas desnecessárias.

 

De modo a organizarmos as atividades necessárias,

separando aquelas que realmente tem valor mais urgente, daquelas que não são assim tão importantes de imediato.

 

Podemos mesmo até utilizar quadros de comunicação visual para isso…

mas de nada adianta, se nos quadros constarem apenas tarefas que não possuem propósitos bem comunicados.

 

METALINGUAGEM DAS HISTÓRIAS DE USUÁRIOS

 

Ou ainda com interpretações dúbias. Que podem nos fazer sentir desorientados.

Para isso, a história de usuário usa uma metalinguagem, que nos ajuda a eliminar muitas destas situações.

 

E ela funciona assim:

 

 

Como [usuário ou papel]

Eu quero [ação]

Para que [propósito ou objetivo]

 

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Então por exemplo:

 

“Como um líder de processos, eu quero visualizar a quantidade de análises em andamento, para que eu possa dimensionar as horas de trabalho de minhas equipes.”

 

Ou ainda

 

“Como um chefe de segurança, eu quero desabilitar cartões de acesso para evitar acessos fraudulentos em áreas sensíveis da companhia.”

 

Basta isso??

Ouvindo assim parece simples, não é? 🙂

Só que não, rs

 

Como eu digo em outro artigo, não podemos misturar o simples com o simplório.

 

Por exemplo, não é incomum encontrarmos histórias de usuários como:

 

“Como desenvolvedor, eu quero um ambiente de homologação, para que eu possa testar minhas implementações antes de colocá-las em produção.”

 

Ok, mas o que há de errado com isso?

 

“No primeiro momento nada”, alguém poderia dizer.

 

Afinal o desenvolvedor de sistemas, que rala, não poderia ser também uma persona?

 

Claro que pode.

Acontece que perder a visão dos usuários finais nesta ferramenta pode azedar o processo de entrega ágil.

 

 

 

Histórias de Usuários focam no usuário

 

Vejamos: para que motivo o desenvolvedor precisa de uma infra de testes?

 

Alguém poderia dizer: “Para atender a uma necessidade do cliente.”

 

Necessidade como aquela de um líder de negócios receber uma funcionalidade…

onde ele pode puxar um relatório atualizado de análises em andamento.

 

Neste caso, a infra de teste pode, ou não, entrar mais como um pré-requisito desta história de usuário.

Uma vez que a user story foca nas necessidades mais urgentes do cliente.

 

E assim uma história de usuário acaba deixando mais claro a persona que vai lidar com a funcionalidade (no nosso exemplo o líder de processos) …

e quem vai construir a funcionalidade (no nosso caso, o desenvolvedor, o dev).

 

Por isso é comum classificarmos atividades como a de infra como uma tarefa ou subatividade derivada da história de usuário original.

 

Como aquela história original do líder de processos.

 

E também tem o seguinte:

 

o “como” ou “o quê é preciso”, fica todo a cargo do time desenvolvimento apurar,

encontrar soluções e recursos para que a história de usuário tenha o seu propósito atingido.

 

Afinal, não é só as necessidades dos clientes que podem mudar.

 

As formas de atendê-los também.

 

E são refinamentos como estes que um bom Product Owner é potencializado em suas formações profissionais.

 

Agora preste atenção:

 

o que fundamenta o sucesso desta metalinguagem, vem de outro lugar.

 

Quem já conhece administração de operações e produção…

já deve reparar na similaridade que esta ferramenta possui com uma outra ferramenta de qualidade…

onde são descritas o

 

O “quem

O “o quê

E “o porquê

 

Essas 3 perguntinhas mágicas, não só revelam o desejo do cliente, mas os motivos que ele possui para aquelas necessidades.

 

Quantas vezes você já não se perguntou?

“Para que isso vai servir mesmo?”

 

Ou ainda pode ter passou por equipes que não atuavam com o mesmo senso de urgência que seus demandantes.

Um dos requisitos mais básicos do engajamento humano está justamente na identificação do propósito, ou motivos, em suas tarefas/missões.

 

Sem a compreensão da razão que gerou a demanda…

muitos não veem o valor que isso pode proporcionar.

 

E logo, cair em desinteresse.

 

Isso sem falar nas demandas, que mesmo entregando no prazo, nunca foram utilizadas.

Porque muitas vezes não questionamos para que servem.

 

E quando percebemos, já está lá mais uma funcionalidade inútil.

Por isso de sempre colocarmos o ponto de vista do usuário final daquela história.

 

Para evitar de realizarmos mais trabalhos que podem se provar inúteis.

 

Me diga aí nos comentários que tipos de trabalhos inúteis você também já fez.

 

E agora você sabe também o propósito da metalinguagem de uma user story:

 

A de colocar a visão do cliente em primeiro lugar.

 

Ou seja, de nos ajudar a ser customer centric.

E ainda minimizar, e até eliminar riscos.

 

Quer saber mais?

 

Master Class Product Owner: Técnicas para fatiar e quebrar itens de trabalho.

 

como-refinar-demandas-ageis-com-propositos-video-aula

Vídeo Aula: Histórias de Usuário

 

Um grande abraço e te vejo em breve.

 

 

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